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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Passeando no tempo, uma cruzada

Passeando no tempo



Tenho excelente memória. Ali pelos anos 60, a Tijuca cheirava diferente de Botafogo, Leblon, o cheiro de gasolina só se percebia no Santos Dumont e no Galeão, e em postos de abastecimento. A policia circulava de noite. As crianças em idade escolar usavam uniforme e nem por sombras se escutavam cancões dizendo que estavam sarrando lentamente. Nem pensar. O progresso depende do sentido em que vamos. Se formos para trás, para a barbárie, a baderna, será um retrocesso. Imagine-se ver criancinhas transando na tela porque é "contestador", bota as pessoas para discutir o assunto, dá IBOPE, vende o produto.... Tal e qual governos corruptos que poem o destino da nação na mão de marqueteiros e "filósofos políticos" : - que você acha (perguntam-lhes, aos marqueteiros e psicofilósofos):
- O aumento de impostos passa ou não passa???
(E saem por ai falando pelos cotovelos, escrevendo novelas, publicando propagandas, rejeitando juízes, distribuindo riquezas que nos deixam pobres, tentando arranjar mais riquezas para distribuir pelas chefias).



Uma grande cruzada

Tenho excelente memória a curto e médio prazos. Arrisco a dizer que tenho excelente memória a longo prazo, e que devo ser deficiente em inteligência, contra todas as evidências que o tempo me demonstrou. Isto por enfiar quase todos os problemas da humanidade num mesmo saco e ao retirá-los um a um, para análise, verificar que são todos iguais. Não vejo diferenças fundamentais entre a "problemática" entre negros e brancos e entre ricos e pobres, entre nazistas e comunistas, cristãos e muçulmanos, nazistas e judeus, sulistas e nortistas, árabes e judeus, machistas e feministas, eruditos e ignorantes, fundamentalistas e progressistas, orientais e ocidentais, norte-coreanos e americanos, monarquistas e liberais, bandidos e cidadãos, políticos nacionais e cidadãos nacionais. Se Marte estivesse colonizada, haveria uma guerra neste momento pela independência marciana. É disto que se trata, exatamente, quando se fala destes problemas a que damos nomes diferentes sem percebermos que o vírus é o mesmo. Queremos "independência" de grupos com os quais nos identificamos. Por vezes dentro da mesma família, quando se trata, por exemplo, de uma herança.

Já foi entre Aliados contra o Eixo, Aliados contra Napoleão, romanos contra bárbaros... Hoje é de cidadãos contra corruptos, unindo sulistas a nortistas, brancos a negros, homens a mulheres, armados a civis, uma verdadeira cruzada onde não se pode deixar passar nada, nem com "juízes" do STF, "indicados" por indiciados.



Rui Rodrigues

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