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sexta-feira, 31 de maio de 2019

Do nascimento ao juízo final

1 - O nascimento

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Vê se cai a ficha, ó respirante vivente...

Nunca vi recém nascido nascer às gargalhadas! Todos choram de se arrebentarem...

Sinal que "lá" era muito melhor... Acho que morrem sem nunca se habituarem a este lugar. Reclamam de tudo.

Atualmente dedicam-se a arranjar uma maneira de se mudarem daqui pra outros lugares... Até já começaram a destruir tudo, como rios, matas e oceanos.. Um dia vão respirar peidos em vez de oxigênio...
2- Fábula do aprendizado O estudante e a vaca


Neném precisa de leite, e pra ter sempre leite, precisa cuidar da vaca. A vaca precisa de pasto

Estudantes precisam estudar, e pra haver estudos é preciso cuidar das instituições. As instituições precisam de dinheiro.

Sem pasto neném não toma leite, sem dinheiro estudante não estuda. Nenhum se inventa: Nem pasto nem dinheiro...

Estudante tem obrigação de saber como se consegue dinheiro, Vaca não tem obrigação de saber como conseguir pasto.

Neném tanto pode ser estudante como ser vaca.

3- Finalmente livres do juízo final

A imagem pode conter: nuvem, céu, atividades ao ar livre e texto

É com alegria que informo que não haverá dia do Juízo Final.

Uma das coisas boas das religiões, é que elas forneceram aquela "cola", aquele "grude", que uniu os cidadãos e os manteve como "nação", os pilares das civilizações. Elas constituíram também os primeiros códigos de comportamento, as primeiras leis. O "Código de Hamurábi", escrito em forma cuneiforme em tabuinhas de argila na antiga Mesopotâmia são, na minha opinião, o primeiro grande passo para separar a lei aplicada aos civis de forma certa e inequívoca, das leis da religião que parecem aleatórias por atingirem tanto inocentes quanto prevaricadores. A partir daí, as Teocracias iniciaram o seu caminho para o ocaso, as leis dos humanos começaram a se sobrepor às dos deuses em todo o nosso planeta.

Incrivelmente podemos dizer que os iranianos vivem numa teocracia nos dias atuais. Ainda... (e querem ter bomba-atômica)

Coisa comum a todas as principais religiões é a existência de um ou mais paraísos para as boas gentes, e em todas a humanidade herdará a Terra. Nenhuma prevê a extinção humana como no cristianismo, ao que se seguiria o julgamento final, por não haver sobreviventes...

Mas aposto, e estou quase certo, que alguma patotinha de gente terá escapado para outros planetas que estarão sendo colonizados enquanto a Terra desaparece... E sendo assim, o dia do juízo Final nunca acontecerá, porque não morreremos todos ... Assim como o "Tribunal de Osíris", onde os antigos egípcios julgavam que seriam aplicadas as leis dos deuses, morto por morto na medida em que fossem morrendo...

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas

Portanto, acalmem-se... Só haveria dia do juízo final se morrêssemos todos e ninguém escapulisse para outros planetas. Por isso que temos que ter nosso próprio plano espacial... Pra sumirmos num raio de foguete...

Rui Rodrigues

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Obrigado soldados, dia D...!!!



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Veem esses soldados ingleses numa praia? Isso foi há 75 anos, bastantes morreram, muitos sobreviveram e alguns muito poucos ainda vivem...

Naquele dia, 6 de Junho de 1944, eu não era ainda nascido, os aliados se reuniram nas praias da Normandia e iniciaram a libertação da Europa. Libertaram-na de Hitler, e chamaram a este dia, o dia D...

Nesse dia, dizem os sobreviventes, as praias desapareceram envoltas em névoa provocada por bombardeios aliados e alemães. Morreram para nos salvar. Altruístas - a maioria se alistou largando os pais, esposas, namoradas e filhos - altruístas para nos salvar da ditadura nazista, que era o "partido socialista dos trabalhadores alemães" chefiado por Hitler. O Partido Nazista se intitulava trabalhador e socialista, sim senhores, sim senhoras...

Por isso respeito O SOLDADO! O problema são sempre os políticos. São eles que sempre nos mandam para a guerra onde morremos, ou para a pobreza porque nos roubam, onde também morremos, ora de fome, ora por ignorância.

Obrigado, soldados aliados!

Ah!... Só ignorantes podem achar que o Partido Nazista era ou é de extrema direita.... Mas não é crime ou proibido ser ignorante... É deplorável ainda mais para professores e jornalistas.

Rui Rodrigues
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https://www.thetimes.co.uk/edition/news/d-day-veterans-normandy-landings-75th-anniversary-g0lfx6k6c

terça-feira, 28 de maio de 2019

Texto surpresa de mixórdias pra desembrulhar e...


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Depois do ralhatório emudeceu, fez e entregou o relatório, passou pelo oratório e ajoelhou-se num genuflexório almofadado e orou a um santo com espanto e espalhou seu pranto pensando no povo banto, aquietando-se por um momento  enquanto se satisfazia com azia sem saber o que fazia com aquela melancia que aparecia, se a esquecia ou se a comia. Foi até o aparador naquele dia de calor e de frente para o andor pensou num abanador para aliviar a dor enquanto tirava o pó com um espanador. Nunca ninguém lhe disse que podia beijar a Berenice nem a Alice, que adoravam comer ceviche sem que as visse o marajá de Peniche, preto de azeviche, que fumava haxixe no trapiche e deitava no beliche com a menina do boliche. Encheu-as de beijos e queijos, ávidos como de marujos aperreados por caramujos, e sentiu-lhes os molejos e os latejos dos corpos ávidos e impávidos nada comedidos e bem atrevidos que aproveitou em ímpetos rítmicos com seu falo desferidos. O problema maior era não haver dilema no teorema da Jurema que criava uma seriema em ecossistema de alfazema. Saiu dali, um pé lá outro aqui, comendo caqui que guardou na bolsa de cáqui, com saudades de arroz de pequi comido em floresta com sagui, colibri, sem nada de mimimi, sem peçonha que a qualquer um envergonha mesmo não nascido de cegonha com ou sem carantonha bisonha. Cansado que estava, danado, nada lisonjeado, pôs-se no mar a nado, alienado, resignado, abnegado, sentindo-se como exilado, execrado, atribulado , mas determinado. Sairia dali e chegaria lá, onde tem maná, mulher gostosa doida pra trair marajá, com olhar de cobra coral, bem amoral, até imoral no geral, o que faz bem e não mal, sem cobrar vintém nem de mim nem de ninguém, desde aqui até Belém, mulher de harém em Jerusalém.
Então ficamos assim, bom pra você e pra mim, se por desavença nos dão com um bujão atacamos com canhão, aos necessitados damos a mão, e se houver, melão com muita fé e esperança mas sem lambança como lembrança de encher a pança...

(Texto avacalhado, escrito emburrado enquanto comia melado todo lambuzado. Não sei que bicho me mordeu pra escrever uma indecência destas, mas se fizer sentido avise o cupido )

Rui Rodrigues

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Morreu Gabriel Diniz e milhares de outros


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Somos muito interessantes...

Morre um famoso, fazemos um estardalhaço danado, todo mundo querendo mostrar que era do mesmo "grupo" dos apreciadores com palavras e atos, em comunhão...

Luto, é um processo de identificação grupal. .. Familiar... Social... Político... Cada um querendo mostrar mais intimidade, mais entropia, mais conhecimento, mais sentimento em suas lamentações como carpideiras médio-orientais, sempre pagas desde os tempos do dinar de Ciro, o Grande...

No mesmo dia morreu também muita gente neste planeta. Em um par de meses quase ninguém mais se lembrará nem do falecido famoso nem de desconhecidos, nem dos dois pilotos...

Somos muito interessantes, mas depois de Édipo e de Freud, somos perfeitamente decifráveis até num trejeito de mão num esgar de rosto, um desvio de olhar, numa homenagem a mortos em que se reverencia o famoso e nem se fala dos dois pilotos...

Quem se lembra de Édipo e da Esfinge, dos famosos ou dos desconhecidos falecidos??? 

Temos uma esfinge como tempo que nos devora!

Somos muito desinteressantes, previsíveis e dissimulados...

Rui Rodrigues

domingo, 26 de maio de 2019

A grande trama do Panteon


Na grande sala escura do Panteon reinava a escuridão. Na outra grande sala nem luz havia porque não tinha sido ainda inventada, mas deuses não precisam ser iluminados para existirem e pensarem, nem de membros pensantes, locomotivos ou reprodutores para pensarem, se locomoverem ou reproduzirem... Se tiver a oportunidade de ver um deus, como eu vi, verá que não verá nada. Absolutamente nada, porque existem e ninguém os vê. 


E isto é uma prova cabal de que existem e não podem ser vistos: A luz não reflete neles. Um me disse no Bar, num dia em que fechamos para limpeza geral e dedetização:


- Faz-me perguntas enquanto estou aqui. É um prêmio que nós do Panteão te damos por seres um felizardo da vida, grande mérito entre nós, porque bandidos não são felizes. Não gostamos de bandidos. Bandidos só roubam o que podem, jamais o que não têm, nem nunca poerão ter, como inteligência, por exemplo. Vamos... Pergunta!


- Como foi mesmo o Bigue-bangue?


- Nós, deuses, não somos deste Universo nem de nenhum outro. Nós criamos universos para propiciar vida. Criamos universos como quem faz um bolo. Quem faz o bolo não pode ser um ingrediente desse bolo nem de nenhum outro. E quantos menos planetas sem vida houver, menos probabilidades de as vidas se encontrarem r exterminarem umas às outras... Por isso que vós, da Terra, olhais ao redor e não encontram vida em nenhum outro planeta.


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(E ele foi "falando" sem emitir um único som:)


- Então  nos reunimos uma única vez na grande sala escura para fazermos os universos. Mas tivemos um pequeno problema. Seja o que for que seja absolutamente escuro, sem sons, aparentando ser o nada, não é o "nada". Nada é uma palavra que gente vivente que nada sabia inventou para definir o que nada sabia: O Nada! Mas nada não existe. Sempre aparecem amiúde partículas extremamente simples, ou se esperarmos uma eternidade poderemos ver aparecer objetos mais complexos.


(Eu estava entendendo perfeitamente o que ele dizia, mas procurava evidências de sua presença, mas nem um sopro de vento, uma brisa, um raio de luz... Nada. Nada de sinais que eu pudesse atribuir-lhe. E continuou:)


- Nós estávamos ali para fazer universos. Não temos hierarquia. Somos apenas deuses cheios de imensos poderes. Mas como disse, tivemos um pequeno problema. Na verdade, um segundo problema, porque o primeiro era a construção da grande sala escura onde criaríamos os universos. Ou o nada dessa sala éramos nós mesmos, ou então tínhamos criado essa sala e esse nada, mas esse nada já continha todas as leis de formação de universos com estrelas, galáxias, planetas, cometas, nebulosas, buracos negros... Soubemos disso quando pipocou o segundo problema...


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(O único sinal do deus que julguei perceber foi as "entonações" das frases dadas pelo ritmo das palavras. Julguei assim perceber que deus estava irritado por uma grande frustração. Disse-me:) 


- Ora imagine você, terráqueo dono de um Bar que vende Chopp Grátis mas é bom sujeito e tem uma sócia dona de uns peitos, um belo par de pernas, lábios, cintura, ancas, bunda, de fechar o comércio, mulher dessas de deixar qualquer deus tarado - perdoe-me o á parte, mas não pude me segurar - ora imagine você, dizia eu, que quando o primeiro de nós, deuses, ia abrir a boca, e me parece até que era o Aúra-Mazda dos babilônios, ou persas, cria do Zaratustra, quando de repente houve uma imensa explosão e os universos começaram a pipocar uns atrás dos outros, ao lado dos outros, por todos os lados... Uns implodiam, outros inflavam mais ou menos rápido. A sala escura já continha todas as leis para formação dos universos... Sentimo-nos frustados, sem importância. Afinal, os universos podiam formar-se sem nós, partindo de partículas extremamente simples que surgiam e surgem do "nada"...


(Eu estava embasbacado... Mas me enchi de coragem e perguntei:)


- Então... Porque existis vós, ó deuses do Panteão que habitais na grande sala da luz?


- Ah! Sim... Basta que penses numa "coisa", qualquer coisa, e contes aos outros da tua espécie sobre essa coisa, que ela ássa a existir, se os da tua espécie gostarem dessa coisa, ou falar sobre ela... E depois os da tua espécie se juntam em grupos, cada um gostando de suas "coisas", e brigam entre si, disputando lugares na hierarquia para ver quem tem o deus mais importante... E se um dia vos encontrardes com seres de outros planetas, vereis que eles, a quem chamais de extraterrestres, "possuem" outros deuses... Todos ausentes, que não refletem a luz, que não falam...


Malena, a minha sócia gostosa estava com suas mãos me acariciando onde mais gosto e me sussurrava no ouvido com seu sotaque bem argentino: - Estás pensando en mí , meo amor... Que te veo tan lonxe!...


Até hoje não sei que raio foi aquilo de ver um deus que me pareceu ser de verdade, se for verdade que tudo aquilo em que pensamos e os outros gostam se pode tornar numa realidade, pelo menos por algum tempo. Afinal, Apolo, Zeus, Osíris e Afrodite já morreram... 


Ninguém mais lhes reza.


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Malena, a minha sócia gostosa, argentina comunista da boca pra fora e capitalista da boca pra dentro, é a minha "deusa" atual. Ela transforma minha tristeza em prazer total sem precisar de drogas. 


Rui Rodrigues

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Pelo amor de... Alguém me surpreenda!


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Pelo amor de Deus ou de qualquer coisa boa, alguém que diga e prove, que o mundo é um cubo inflacionário, por exemplo, que este universo é uma miragem, que toda a vida eu fui o errado e os outros os certos, que o tempo é cíclico, que volta atrás e me permitirá renascer consciente de ver a justiça se abater sobre os prevaricadores... Algo que me sacuda a curiosidade e me faça mergulhar em estudos e pesquisa para também "descobrir" esse algo novo e surpreendente... Algo desconhecido e confiável. O que sabemos está velho, desgastado, quase ninguém conhece, dão tiros no escuro e reivindicam para si o acertar no alvo...

Não... Não me falem de amor, porque o amor é tonto. Tão tonto, que o representam como um garotinho de fraldas, inocente, iletrado e ignorante deste mundo. Chamam-lhe de "cupido".

Se não for por amor, que seja por favor, então...

Não ???

Parece que estamos no Renascimento da Idade das Trevas... Que nem foi das "trevas"... Afinal havia muitas fogueiras iluminando a noite com cheiro de churrasco de carne humana, e muita gente desenvolvendo pesquisas nas Universidades. A classe média pagava...

Eu amo a classe média desde que nasceu na Idade Média! Mas não aquelas odientas e asquerosas fogueiras com soturnos e ignorantes patrocinadores

Rui Rodrigues

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Liberais não deveriam se separar

Aqui no Bar do Shop Grátis, dos que nele trabalham ninguém é padre ou advogado mas temos compromissos com os segredos, e quando contamos algum o fazemos de modo a que não se cometa o menor deslize que possa levar à identificação dos envolvidos, gorar-lhes os objetivos, mas nem estes, ao se identificarem com os contos poderão alegar seja o que for.

Como o caso de hoje, um dia após a reinauguração deste bar, onde um casal liberal, de tantos milhões que os há ao redor do mundo, conversou sore "liberalismo" pensando que estavam falando de outras coisas...

O que escutei e passo a contar pode revoltar os miolos, o coração, os intestinos ou o que quer que seja, dependendo de quem leia, mas foi o que ouvi. Tentei escrever da forma mais "suave" possível.


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O Bar estava cheio. O tilintar de vidros e bater de pratos juntamente com a vozearia era música que servindo de fundo ao pianista, criava um ambiente de liberação da mente. Num ambiente destes, de bons e movimentados bares, não há lugar para tristezas. Quem tem "mau beber" tem que enfrentar o doce e suave convite de Marli, sempre melodiosa e sorridente de olhar duro, acompanhada de 3 sarados lutadores de Muay-Thai que não sorriem nem pra fotografia. São os seguranças da casa. 

O casal sentara-se numa mesa perto de um dos cantos do Bar. Assim não ficavam rodeados de ouvintes por todos os lados. 

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Um velho cliente sentado numa mesa ao lado nos convidara para sua mesa. A mim e a Malena, minha sócia argentina que é comunista da boca pra fora, capitalista de boca pra dentro, e me convida prá cama dela sempre que fica com as pernas úmidas, bem lá em cima, onde as duas se juntam, mas não completamente, porque tem uma grutinha natural que leva qualquer "Hétero Sapiens" ao paraíso do criador, onde se pode comer de tudo. 

- Fora desse paraíso, comem-se apenas os traseiros de gatos como se fossem lebres, e muitas vezes fedendo de tão enfezados... 

Era isto que dizia o cara na minha frente, como se me tivesse escutado os pensamentos, conhecido assessor no mercado de bares. Discutia-se a "tendência" do bar, se deveria ser dedicado ao convívio geral ou dar ênfase para hétero ou homossexuais. Carlos Goldder, o expert, não considerava o mercado para homossexuais como mercado emergente, mas como mercado alternativo. Carlos dizia isso tentando me agradar por saber de minha preferência sexual: Mulheres! Todas nuazinhas, cheirosas, loucas pra transar comigo, trocar carinhos. E preferência uma ova... Mulheres são a minha única e exclusiva escolha sexual. Quanto às tendências do bar, pouco me lixando. O que importa é o faturamento dentro da legalidade. Há menos drogas em bares para "héteros", penso eu. Carlos diz que não. Malena ficou na dúvida.

Na mesa ao lado o casal esbelto beirava os 35 anos e abordava quase o mesmo assunto. Ela perguntava ao homem que viemos a saber era seu marido:

- E o que você fez com o John (nome fictício)quando ficou em nossa casa enquanto eu fui naquela conferência em Amsterdam ?
- Ele estava muito carente, coitado... 
- E ???
- Acabamos indo pra cama e transamos.
- Não na nossa cama, claro...
- Não! Foi no chão do banheiro  mesmo!
- Ah! Bom... De qualquer modo, vamos ficar sem transar por uma semana até não ficar uma única partícula de ânus dele no teu  prepúcio. Acho isso um nojo!
- Por isso não!... Fui eu que dei minha bundinha pra ele.

Não pude deixar de olhar para a mulher do cara na outra mesa. Aquele era um daqueles momentos da vida de alto impacto, único... Ela estava passada, sua mão encobria-lhe a boca num tremendo e enorme "Ó"... Que o marido fosse o macho numa relação homo afetiva ela até admitia embora achasse nojento, mas ele ser a menininha do outro, isso era demais. Fez menção de se levantar para ir embora. O marido segurou-a pela mão.
- Vamos conversar sobre o assunto... Preciso...

Ficaram ali conversando sem criar barraco, numa boa... Escutei muitas coisas. Em Amsterdam ela transara com homens e mulheres em "menáge". Já fizera isso com o marido mas só com mulheres e ele, que agora considerava como "ela". Do que ela gostava mesmo era de homem masculino, macho sim senhor, dos cabeludos. Os outros serviam para o dia a dia do conforto na vida. Para encontrar em casa e ter com quem dormir. Nenhum amante lhe trazia o conforto do marido. 

Amantes traziam prazer e aventura, sempre ávidos por sexo, por não transarem todos os dias. 

Senti que ali estava acabando um relacionamento. Para mim, tudo o que os outros façam não é da minha conta desde que não afetem a minha casa e meus negócios, eu, minha família e minha nação. Não julgo ninguém. Mas o que me impressionou foi a última pergunta dela antes de se levantarem da mesa e irem embora:

- Só me diz uma coisa, que estou muito curiosa...
- Pergunta!
- Você lavou a sua bundinha antes dele te ...
- Não!!!
- Foi assim suja mesmo ???
- Não!... Ele foi muito gentil e me deu um clister morno. Fez uma lavagem.

Saíram e foram embora. Só me dei conta depois que o amigo que me convidara para a sua mesa e minha sócia também tinham parado de conversar e só escutavam como eu...

Realmente, neste mundo moderno se pratica tudo o que antes se reprovava... Mas antes do "antes", era moda nos impérios romano e grego... Não creio que os egípcios tivessem tido um antes desses dos romanos e gregos. 

Aqui pra nós, depois de tudo o que passaram, achamos os três, Carlos, Malena e eu, que por causa de uma "lavagem" foi muito pouco para se separarem. Eram um casal muito esbelto, perfumado, bem vestido e... Moderno. Sobretudo moderno!      

Rui Rodrigues