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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Baboseiras e outras virgindades mentais do estouro de manada.





Virgindade é algo assim como “estar pronto para a primeira vez sem a ter tido ainda”. Assim, qualquer notícia, arte, lei, novidade ou ato sexual pela primeira vez, é uma virgindade desflorada. Muito já se falou sobre o que é a virgindade, seus méritos e deméritos.  O maior demérito da virgindade é a falta de experiência. O maior mérito é uma pretensão: Ser o primeiro a deflorar!... E há quem pense que isto é um mérito do deflorador. Mas que mérito pode ter um deflorador se deflora algo que não tem experiência?

Deixemos então de lado este aspecto perturbador da defloração seja do que for, e passemos adiante.

Dilma é uma meretriz da defloração de idéias já defloradas e renegadas pelas comunidades internacionais, até as mais pobres e necessitadas. Ela e seu “arrebanhado” cartel de “pensadores” e ‘formadores de opinião” do que já foi comprovadamente prostituído como por exemplo, as idéias comunistas e o modo de atuar dessa filosofia que, mais do que decadente, já tem as asas negras dos anjos decaídos. Filosofia falida que atualmente se esconde sob o idealismo fantasma do “socialismo”. Ao verem o comunismo falido, as comunidades internacionais se voltaram para o socialismo como tábua de salvação da utopia da igualdade de direitos, de oportunidades, como se bastasse para este mundo, que, mesmo sem mérito se tenha direito a ocupar lugar de quem o tem. Por concurso público, tendo como julgadores do mérito dos que concorrem, gente postada para escolher como querem e não como deveriam escolher. E então, órgãos, entidades, empresas estatais, ministérios, tudo vai para a estagnação, para a nulidade, para o lixo, para a falência, porque o mérito foi descuidado, embora por breves instantes, alguns “coitados incompetentes” tenham sido beneficiados. Mas quem tem culpa de ser coitado e incompetente? Aparentemente é o estado. Aparentemente é o indivíduo que gastou dinheiro em outras coisas e não deu importância à educação dos filhos. Outros dizem que a culpa foi dos filhos que não quiseram estudar. Há muito para deflorar nesta vida. Deflorar é um ato de culpa. Ou de se culpar, ou de culpar o que não se relaciona conosco. Foi por isso que Dilma disse que o culpado da corrupção na Petrobrás foi o Fernando Henrique Cardoso. A incompetência sempre deflora a virgindade da competência, por ser exata e completamente incompetente. Há quem vá à escola e jamais deflore sua ignorância, mesmo tendo diploma.

Foi então que, mesmo os estudiosos avisando à volta do planeta que faltaria água, os ineptos do governo, eleitos por “popularidade” e não por competência, resolveram esquecer esse problema porque não era “urgente”. Com os olhos tapados por aquelas máscaras de beleza, e o cérebro enrolado por cabelos cheios de “bobs”, nada virgens de “mis-en-plis”, por serem de freqüente uso quando a mamãe lhes pagava os estudos e bobice, não puderam enxergar a urgência que caiu como um meteoro: Faltou água no Brasil, o custo da energia subiu, e se usou o diesel que vem do craqueamento de óleo estrangeiro e não da nossa orgulhosa pré-salinidade. Foi o caos, foi a pedra e o pau, que nem as águas de março fechando o Verão conseguiram solucionar.

Estamos sem água. O estouro da manada é eminente, e porquê? Porque até as estações de televisão apregoam a todo instante: A solução é economizar água... Com aquele tom apocalíptico segundo o qual para qualquer catástrofe desse tipo, jamais haverá solução... O que querem? Que as populações, por falta de água saiam das cidades e vão repovoar campos secos, florestas, até a da Tijuca? Porque não dizem que a culpa foi do governo por não se preparar para a falta, e que a solução é buscar novas fontes de água, como por exemplo, usar a do mar oceano?

Quando o governo é incompetente, os serviços do estado passam a ser efetuados pelas populações, mas os impostos não diminuem por isso, nem a pesar disso. Os políticos têm muitas criancinhas para amamentar. A população se vira nos trinta.



A boiada está prestes a estourar. Usarão bandeiras verdes, amarelas, e todas as poucas vermelhas que ainda se encontram por aí. Quem não entende, como na Venezuela, diz que a culpa é dos “comerciantes”, dos supermercados e das industrias... Mas quem entende sabe que a culpa é de quem aumenta os insumos básicos, imprescindíveis: Energia elétrica, impostos, água e combustíveis por parte do governo... Então, como isso gera inflação, o dólar “sobe”. Não, não sobe... É o real que desce por causa da inflação... E o governo diz então para se defender, mentindo: A culpa é do Dólar!!!!

E lá para os lados da Alemoa de Santos, disseram na mídia que o ar não preocupa com o incêndio dos tanques... E os peixes morrem nos rios até Cubatão... Quem não entende, aceita! Quem está interessado em não levantar marolas, apregoa. Os outros fazem parte da manada.

O estouro da manada é eminente!


® Rui Rodrigues 

domingo, 5 de abril de 2015

Análise do contrato cubano para médicos -2

(tendo desaparecido misteriosamente de meu blog, consegui reaver o texto e publicar novamente)

Breve análise do contrato de trabalho da médica cubana Ramona Matos Rodríguez

O contrato dos médicos cubanos é assinado pela empresa “Sociedade Mercantil cubana comercializadora de serviços médicos cubanos S.A” (CSMC S.A.). O contrato é subscrito pelo Ministério da Saúde Pública de Cuba com cada um dos médicos enviados ao Brasil.  

Entidades envolvidas:

·        Ministério da Saúde Pública de Cuba
·        Ministério da Saúde do Brasil
·        CSMC S.A.
·        Organização Pan-americana / Organização mundial da Saúde para a Ampliação do Acesso da População brasileira à atenção básica de saúde.
·        A Missão Médica Cubana no Brasil
·        Unidade de Colaboração Médica em Cuba
·        Brigada Médica Cubana no Brasil
·        O médico contratado

Documentos, leis, contratos mencionados no Contrato particular entre a CSMC e o contratado.

·        O contrato em si
·        O acordo entre o Ministério da Saúde de Cuba e o do Brasil
·        O acordo entre o Ministério da Saúde de Cuba e a CSMC
·        O acordo entre a Organização Pan-americana e a Organização Mundial de Saúde
·        As leis brasileiras, que pressupõe o conhecimento das Normas da Ordem dos Médicos do Brasil.
·        As leis brasileiras
·        As leis cubanas

Considerações à luz do contrato

(há que ver se os contratos estão devidamente legalizados no território brasileiro e se estão sendo fiscalizados pelos órgãos competentes ou se há omissão, caso contrário, o estabelecido em suas cláusulas é nulo)

1.      Falta no corpo do Contrato uma cláusula de Precedência segundo a qual deve ficar estabelecido que documentos prevalecem sobre os demais. Por exemplo, para trabalhar no Brasil, as leis brasileiras prevalecem sobre as leis cubanas.
2.      Prevalecendo as leis brasileiras, como devem prevalecer, cada médico deve contribuir ao estado com os impostos decorrentes e tem direito, por exemplo, a décimo terceiro salário.
3.      Um erro crasso nota-se na ultima clausula, em 4.1, onde, para dirimir causas não resolvidas de comum acordo entre as partes (A Contratante, a CSMC e o profissional contratado) é aceito pelas partes o foro de La Habana em Cuba, segundo uma lei estabelecida na República de Cuba para profissionais que trabalhem no exterior. Ora o foro tem que ser brasileiro por se submeterem às leis brasileiras e não cubanas. O foro normalmente é aquele onde a empresa contratante, a CSMC tem escritórios em território nacional. Não sabemos se a CSMC abriu filial no Brasil, e para isso deve submeter-se a varias leis nacionais, incluindo pagamento sobre os lucros. Estes parecem ser altíssimos, visto que a empresa apenas deposita uma pequena parte do salário do profissional no Brasil e outra em Cuba. O restante ou é repassado pela CMSC a terceiros ou é lucro bruto em território brasileiro.
4.      As responsabilidades são “tênues” entre as partes, visto que cabe à CMSC pôr o contratado a par das suas obrigações em território brasileiro segundo as leis deste país. A não haver documentos escritos, o profissional pode alegar que não tinha particular entendimento por omissão lapso ou erro de informação, a CMSC afirmar que o contratado foi perfeitamente informado.
5.      Há informações que indicam que cada médico cubano disponibilizado ao abrigo de contrato entre Brasil e Cuba através de seus ministérios da Saúde, recebe mensalmente o valor de Reais $ 10.000. No entanto, destes 10.000 reais sabe-se que cada profissional recebe no Brasil, o “correspondente” a 50 CUC [i], mais um depósito correspondente a 600 dólares americanos.  Em Cuba, é depositado em conta de poupança, o correspondente a 400 dólares. Ambos estão sujeitos à valorização ou desvalorização do dólar. Na verdade, este é um contrato em três moedas, já que ao chegar a Cuba, o profissional tem que trocar CUC por CUP, outra moeda cubana de paridade com o dólar. Não se encontram CUCs em Cuba. Usa-se o CUP.
6.      Pelas cláusulas 1.g e 1.j, pode constatar-se que o profissional tem um tipo de contrato em dólar segundo o qual recebe mensalmente cerca de 2.400 reais em contas controladas pela própria CMSC e esta o restante, ou seja 7.600 reais mensais. É característico de exploração de mão de obra, e se, por qualquer motivo esta empresa não quiser ou não puder pagar o devido a seus “empregados”, estes teriam que recorrer à justiça de Cuba.
7.      Há formas mais simples e legais de contratar. O contrato parece uma teia onde fica difícil aplicar leis quer em Cuba, quer no Brasil. O empregado parece a parte mais frágil, como se fosse um escravo que de fato é. Um escravo da CMSC, ou do governo de Cuba, ou do Brasil, tendo como avalista, a Organização Pan- Americana de Saúde e a organização Mundial de saúde, não se sabendo se a Organização Mundial do Trabalho teve conhecimento prévio deste tipo de contrato.
8.      É mister que se traga a público, pela gravidade da situação, os textos dos acordos entre as entidades nacionais e internacionais mencionadas no corpo do contrato entre a CMSC e cada médico cubano. 


Este tipo de contrato parece, em decorrência do exposto nulo e ilegal perante as leis brasileiras porque as fere, e perante as leis internacionais porque prova textualmente trabalho escravo. Deve ser revisto para ter fé pública e dar aos trabalhadores cubanos os seus direitos segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), omitida aparentemente pela própria Organização Mundial de Saúde e a Organização Pan-americana. Além disso não se sabe se, por exemplo, a brigada médica cubana no Brasil está devidamente legalizada, e quais suas funções específicas.  

₢ Rui Rodrigues

sábado, 4 de abril de 2015

Viajando com tintas e algo estranho que ninguém sabe o que é





A velha tia falecera há pouco. Tinha sido como uma mãe por cerca de 11 anos que passaram rápido para gente madura e mais rápido ainda para idosos como eu, mas que custam a passar para crianças de seis anos. Fora como uma mãe, mas ele tivera oportunidade de conhecer mães, dos outros, muito melhores. Não tinham raivas no coração, muito menos das que não se sabem de onde vêm, assim sem razões, crianças objeto de descarrego e alivio de tensões. Não lhe foi ingrato, apenas a esqueceu. Como quem pinta uma esfera num quadro tornando-a num círculo. Falta-lhe uma dimensão. E sempre que lhe voltava a vontade de pintar o passado, era sempre o elétrico amarelo, um par de professores alguns familiares e amigos que sobressaíam na tela onde o circulo do tempo já fora pintado com casas de telhados vermelhos em adoração ao velho castelo de pedra, um holocausto de gente bem intencionada que se matou uns aos outros a pedradas e facadas porque ainda não havia canhões contra os quais se marchar.

Se fosse poesia daria um berro, mas em prosa pintada, preferia a mistura de cores fortes sob o frio invernal de uma paisagem coberta de neve. Tudo branco lá fora, interior aquecido com uma broa de milho, uma sardinha em cima e um copo de vinho com uma ou duas azeitonas. Era-lhe o bastante para pintar sobre o tal círculo que era na verdade uma esfera com luz em três dimensões mais o tal do tempo, cor e sombras, e muitas imagens a preto e branco, casas e paisagens sempre largadas para nunca mais, em breves vidas vividas entre um salto e outro sobre oceanos que rasgaram o tempo, separando-o em tantas partes quantas vidas parecia ter vivido. A tela é que só tinha duas dimensões mais o tal do tempo. A espessura da tinta não contava como dimensão extra.


Anita, sua pequena cabra e duas amigas, crianças ainda impúberes, mostraram-lhe pela primeira vez como eram exatamente as diferenças entre umas crianças que usavam calções e as que usavam vestidinhos de chita, não tinha ele nem quatro primaveras completas, mas que o fez sentir como se já tivesse quatro outonos, o que lhe fizera grande diferença no viver. Passou a querer crescer mais rápido ainda. E ei-lo às voltas com uma moça que, como era hábito e moda, passou a visitar ás escondidas em seu leito, quando já mais dez verões se haviam passado. Era-lhe tão prazeroso que emagreceu, suas notas no colégio baixaram um pouco, na relação inversa de sua alegria de viver. Passou a querer experimentar todas, a ter dessa infinidade de prazeres que as púberes lhe davam, cada uma tão diferente da outra quantos fossem os tipos de cabelos, cor de olhos, tipos de lábios, de sorrisos, de afagos, de suspiros. E o mundo ficou mais belo.  Por pouco tempo, dois anos de verão mesmo no inverno. Depois foi o oceano, desta vez de água azul, não de terras marrons, montanhas e verdes pastos a bordo de um combóio fumegante matraqueando junções de trilhos afastadas pelo frio do inverno como no passado fora. Daquela outra vez foi de silencioso navio branco cheio de janelas que só viu na partida e na chegada do outro lado do oceano, sem fados. Passou a sambar.

Assim como quem planta jovens mudas em pródiga terra, assim plantou o que de melhor tinha de si mesmo, e embora tenha colhido alguns cardos, nunca teve que colher espinhos porque nunca lhe cresceram nem em primaveras, nem verões nem desde o outono do ano passado até este e ainda espera por bastantes outonos pela frente. Ainda há o que se aproveite para pintar, embora não acredite que terá a quem o mostrar quando novamente se fizer ao mar sem ser azul, nem a bordo de comboios nem de navios nem em aviões em que tanto voou, que ainda se lembra até hoje do que são nuvens vistas pelo de cima, reflexos ondulados de sol em oceanos brilhantes, roncos de motores doentes que quase faleceram. Se lhe perguntassem onde vivia e de que mais havia gostado, se elevaria aos céus, sairia do planeta, e apontando seu dedo para baixo diria sorridente: Está tudo ali.. E na direção de seu dedo haveria uma tela ainda para pintar. E não veria nuvens. Veria uma pintura com um círculo que era uma esfera, um elétrico amarelo cheio de gente dentro, e paisagens de pradarias imensas, planas, com ovelhas, vacas, cavalos e um chimarrão quente antes do churrasco do almoço num dia de noivado, três amadas crianças que passam por sua vida das quais uma ainda cresce. 


Não se pergunta porque os planetas são redondos e giram. Questiona-se porque tem que mudar tanto e tão rápido o que neles se abriga e é à vida ao que se refere, principalmente aquela dos primeiros anos quando se começa a aprender onde se vive sem se saber que planetas são redondos, ou mesmo se sabendo que o são, sem saber que mudam tanto e tão depressa. Pessoas são assim como ele, e quando o descobrem, começam a pintar quadros em duas dimensões embora se lembrem tão bem do que plantaram e do que colheram, que até lhes poderiam tocar. O problema são os encolher de ombros dos que não se importam e pensam que plantaram belas alfaces colhendo urtigas que tragam como se fossem morangos doces e maduros entre dormires agitados, preocupações que enrugam e secam, lágrimas que têm que ser escondidas para que não solapem a muralha com que construíram suas frágeis defesas. Há quem nem possa pintar uma tela.

Assim como comboios navios e aviões o afastaram de continentes, e assim como dos plantares uns frutificaram e outros se confundiram com a terra sem florescer, assim também ele pinta seus quadros de vez em quando sem esquecer uma cor, uma pincelada, quaisquer que sejam porque de vinhos entende, até dos mais carrascões. Diz que para viajar no tempo não precisa de maquina alguma nem de painéis de comando. Tempo é o que precisa e vontade para abrir os portais de tempo que o levam até 70 anos atrás. Nada há além disso para trás no tempo, porque algo impede que se veja. Dedicou-se então a descobrir que coisa é essa, o tempo, tão estranha, que ainda ninguém haja descoberto que tipo de pneus, motores ou naves se deveriam usar, porque nem se sabe o que o tempo é. Mas ele já sabe. O garoto já sabe. Se estiver certo, abrirá uma garrafa de bom vinho que acompanhará uma broa de milho, uma sardinha por cima com um par de azeitonas pretas, as maduras. As outras são verdes. Se não estiver certo dirão que é louco.  E como se costuma preocupar com tudo de forma suave e tranqüila, já sabe que sem se tentar, ninguém tem a oportunidade de chamar os outros de loucos. E segundo ele, há que dar essa oportunidade aos que não tentam, ou porque não quiseram arriscar ou porque não puderam por falta de condições. Eles também merecem ser felizes mesmo sem motivo real.

O quadro, esse não tem data para acabar.


® Rui Rodrigues 

terça-feira, 31 de março de 2015

Há nexo, sim... Quem procura acha!


A"Triste história dos Ausentes"... 


Eis que no reino, em tempo de haver discórdias, gerou-se a desconfiança popular que a falta de pão daria origem a farta distribuição de brioches envenenados porque jamais se havia discutido - neste reino - se o básico e fundamental seria o pão ou os brioches. 

Com o povo sem culotes dias a fio esperando sem pão mas sem confiar nos brioches, esperou em vão por estes até se perguntar onde estavam os ausentes. Ora os ausentes nem vestiam culotes porque não tinham tempo para os vestir, tão entretidos estavam em palácio em tirá-los entre uma porta do corredor e outra, pé ante pé, de meias até as coxas por que fazia frio em Versalhes e sem se preocupar que o que fora despido eram saias ou calças. 

Foi então que, já com a barriga "dando horas" de tanta ausência de pão, desconfiados dos brioches e vendo que os ausentes não apareciam - por estarem ocupados em palácio despindo culotes - Os sem culotes resolveram dar um grito Fidélio de Independência (deles, os ausentes ) ou Morte (deles , os ausentes)... 

Se mau grado não fossem os olhares para este reino , se poderia dizer que comemos hoje pão francês. Nem pão simples, nem brioches. Que os ausentes continuam se ausentando e alienando, e que os que comiam brioches perderam a cabeça.... 

Não é o caso de se perder a cabeça quando os ausentes não fabricam nem pão, nem brioches nem pão francês? Cuspirão eles no prato, também ?

® Rui Rodrigues 

domingo, 29 de março de 2015

Boa semana a todos




Boa semana a todos, bom trabalho, boa disposição para a semana que ora começa. Que as energias do Universo recaiam sobre todos nós, que nossos corpos aguentem os trancos, nosso cérebro continue aberto a inovações e descobertas, o trabalho exista e seja sempre um modo de vida, a vida mais precária possa sempre ter proteção, o amor não esmoreça, o vinho não evapore, o pão não falte, a cerveja não encareça, as novas gerações não nos xinguem e nos perdoem, a bala do bandido lhe saia pela culatra, a juventude queira estudar e pesquisar, esta classe de políticos desapareça e outra de mais honestos se candidatem, que o dinheiro da corrupção lhes queime os bens e as mãos e lhes cegue os olhos, que nosso Brasil consiga sair da areia movediça em que o meteram...

Para uns isto é um desejo de felicidades, para outros uma praga! Que felicidades e pragas se cumpram!

® Rui Rodrigues 

O céu é sempre mágico!



Chovendo sem parar. A comitiva sonora de trovões e raios já passou, anunciando a intensidade da chuva. Então fui lá fora, olhei o céu e vi uma nesga - ou seria um nesgo - entre as nuvens. Parecia o neto do Adamastor. Perguntei-lhe:
Com tanta chuva neste Brasil por todos os lados, com enchentes, e aqui, porque as represas estão sempre quase vazias, nunca enchem? Será que deixaram as comportas abertas para criar a crise da água?
Não me respondeu, mas uma lambada de vento forte fez bater a porta da rua. E entendi que Deus, a ser brasileiro, já teria dado a São Pedro um belo par de óculos, a menos que São Pedro conseguisse enxergar direito com lentes tortas...


O céu é sempre mágico!

® Rui Rodrigues 

sábado, 28 de março de 2015

Do mais profundo e do muito além...


1 - Aprendendo a viver sem se saber como a vida é.


Temos que decidir nossa vida sem sabermos o que é a vida, nem como funciona... Uns nos dizem que é de um jeito, outros de outro, e isso começa por volta dos três anos de idade.
Somos uns heróis, os sobreviventes que ainda hoje não sabemos exatamente o que é a vida, embora tenhamos aprendido com erros e acertos como ela "funciona" às vezes e em outras "Não funciona" Só não é um pisca-pisca porque não se trata de piscar sim e não alternativamente em períodos idênticos. A não ser no caso do dormir para quem tem um relógio interno suíço: Deita-se com as galinhas, acorda quando o galo canta. Se o galo não tiver relógio interno suíço, troca o galo.
Depois desses movimentos de rua, e de Dilma se ir, em quem iremos votar? Em qual partido ?
Vamos ter que aprender como sempre, com a vida, sem sabermos como a vida exatamente é...

2 - O julgamento e os fatos




O grande problema é que quando se apresentam fatos, uns dizem: É julgamento... E quando se apresentam julgamentos, outros dizem: É fato!... Quer queiramos ou não, ainda vivemos no mundo da fé, da crença, e dos interesses pessoais ou de pequenas coletividades mais próximas. Por outro lado, o que se discute é o que aparentemente se vê: O mundo dos vivos, dos que aparecem caminhando pelo mundo,. Aquele mundo escondido em hospitais, cemitérios, apartamentos, não se vê. Talvez fosse melhor que as paredes das construções fossem feitas com vidros transparentes para que tudo se soubesse, assim como na NET querem que seja? Ou é melhor que continuemos com os segredos de cada um, dando uma banana de presente para quem nos julga mal, um carinho para quem nos julga bem, e um anel de ouro, com muito carinho, para quem nos critica construtivamente?

3 - A Volta de Jesus 



Olha... Não quero desapontar ninguém, mas há um mal entendido... Se Jesus morreu para nos salvar, como pode ressuscitar e voltar? Então não teria morrido para nos salvar por que voltaria à vida havendo ainda bilhões de seres humanos para salvar e que não seriam salvos porque então estaria vivo...
Depois... Por que esperar mais de dois mil anos para ressuscitar? E se ressuscitasse, o que fariam com ele? iria para a cadeira de gás? Seria fuzilado? Ou viveria entre nós. se Deus, o Pai dele, nunca desceu a este planeta?
Mas suponhamos que voltasse e vivesse entre nós; Tiraria o Francisco do papado e ocuparia o seu lugar? E como Deus faria o quê? Converteria por mágica ou milagre os povos do Extremo Oriente, da Índia, de onde?
Respeito quem tem fé. Essa, específica, eu não tenho. Já tive quando era criancinha e me obrigaram a "seguir a fé". Nessa época não raciocinava direito por falta de conhecimento. Não faz sentido algum. Mas acredito no Pai. o Pai de Jesus.

® Rui Rodrigues